Luiz Inácio "Lula" Da Silva

Vigilantes querem mostrar a Lula valor da PL220

Dois dias de movimentação para sensibilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Isso é o que prometem os vigilantes, que decidiram se concentrar, na próxima semana, em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil (onde o Governo Federal está provisoriamente instalado). A ideia é demonstrar a união da categoria e explicar ao presidente a importância de acelerar a votação do Projeto de Lei 220 que inclui os vigilantes entre as profissões reconhecidamente de risco. A movimentação está marcada para as próximas terça (16) e quarta-feira (17), a partir das sete horas da manhã, uma vigília será montada para pedir ao presidente que convença seu líder no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) de que não é necessário trabalhar para que o projeto seja esquecido pelos senadores e faça um longo caminho na Comissão de Assuntos Econômicos.

O PL 220, apresentada pela deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), já passou pela Câmara e estava pronta para ir à sanção do presidente Lula no final do ano passado. Senadores adversários à proposta, porém, adotaram uma série de medidas para atrasar a votação.

O primeiro golpe foi a apresentação de um requerimento pedindo que o projeto passasse pelo plenário do Senado. Lá, recebeu duas emendas. Isso obrigou o projeto a retornar à Comissão de Assuntos Sociais onde o relator, Paulo Paim (PT-RS), conseguiu derrubá-las. Novamente pronto para votação em plenário, o projeto enfrenta agora uma nova tentativa de adiamento: um novo requerimento, apresentado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) solicita que o texto seja apreciado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Os vigilantes estão unidos para garantir que este novo requerimento seja rejeitado em plenário. Assim, a proposta estaria pronta para ser finalmente votada, aprovada e sancionada pelo presidente. Um grupo de companheiros esteve no Senado nessa quinta-feira, dia 11 explicando aos parlamentares a importância da aprovação imediata do projeto.

O requerimento de Jucá não chegou a ser votado. De novo, a participação dos companheiros na movimentação da próxima semana é muito importante. Com o governo ao nosso lado, não haverá justificativa para que o líder do governo no Senado atravanque o projeto. Nosso direito ao adicional de risco/periculosidade é líquido e certo.

CNTV/PS