Assalto A Carro-Forte

Vigilantes detalham ação de assaltantes.

Dois vigilantes que estavam trabalhando no carro-forte assaltado ontem na avenida Bernardo Vieira de Melo, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes (PE), foram ouvidos ontem na Delegacia de Roubos e Furtos. De acordo com o delegado Filipe Regueira, adjunto da unidade especializada, os vigilantes detalharam como ocorreu o assalto, confirmando que o grupo estava com uma pistola, duas submetralhadoras e uma escopeta calibre 12. “O primeiro tiro foi efetuado pelos bandidos e atingiu o fiel, que é o responsável pelo malote com o dinheiro. Apesar de apenas dois terem sido mostrados pelas câmeras, os vigilantes afirmaram que três estavam próximos a uma barraca de Guaraná do Amazonas. Dois assaltantes abordaram o segurança, dizendo “perdeu, perdeu” e efetuando o disparo”, destacou o delegado. Os vigilantes também contaram que outros três homens, ocupantes do Palio prata utilizado na fuga, estavam em um pet-shop localizado em frente à agência do Banco Real que era abastecida pelo carro-forte. “Após o primeiro tiro, eles só tiveram tempo de se jogar no hão. Os três que estavam no pet-shop vieram e começaram a atirar. O motorista revidou pela escotilha e o outro atirou do chão, por baixo do carro forte, sem muita chance de defesa”, frisou Filipe Regueira. A polícia investiga de onde teriam partido as indicações do horário e montante transportado pelo carro-forte da empresa de segurança Preserve. Já se sabe que o carro estava fazendo um transporte de alto valor, com mais de meio milhão (R$ 526 mil), bem diferente da informação inicial de que tinham sido levados apenas R$ 38 mil em dinheiro. O diretor do Sindicato dos Vigilantes de Pernambuco, Luis Carlos Barbosa, voltou a criticar o acesso às agências na hora do bastecimento. Barbosa disse que os vigilantes ficam bastante expostos. “O risco é para toda a população”, ressaltou. No início deste mês, a Câmara dos Vereadores do Recife aprovou o substitutivo ao Projeto de lei, que prevê a obrigatoriedade da instalação de equipamentos de segurança nos bancos, mas até ontem, a lei não havia chegado à Procuradoria do município. O delegado acredita que o grupo contou com informações privilegiadas.

Folha de Pernambuco e do Diário de Pernambuco