Segurança na Olímpiada tem falhas desde o início

Os jogos já começaram, mas uma sombra paira sobre Londres: a da segurança. Evidentemente, a melhor tecnologia disponível está em uso nos estádios e em todas as cidades que participam dos jogos.
São carros super equipados, helicópteros com câmeras de grande precisão, raios-x na na entrada de todos os estádios e aparelhos de revista como os usados em aeroportos. Mas, se houve uma área em que os britânicos não conseguiram mostrar eficiência foi na preparação da segurança para a Olimpíada.
Boa parte do problema teve início com uma terceirização. A empresa G4S foi contratada para fornecer 10.400 seguranças, que cuidariam de arenas e outros locais dos jogos. O problema é que a empresa não conseguiu contratar toda essa gente. Estima-se que menos de 7 mil tenham aparecido para trabalhar.
Para cobrir a falhas, foram recrutados mais 3.500 soldados para participar da competição. Eles se somam aos 13.500 já escalados pelo projeto inicial – os soldados extras serão custeados pela empresa de segurança e não pelo governo britânico. Além dos soldados do exército, a polícia britânica confirmou que 12.500 policiais também participam da segurança dos Jogos.
Vale lembrar que a G4S já encontrou uma porta de entrada no mercado brasileiro. Após a aquisição de duas empresas de tecnologia em 2010 – a Plantech e a Instalarme – a G4S trouxe sua marca ao Brasil neste ano. A companhia vai atuar no País no setor de sistemas e automação, já que a legislação brasileira restringe empresas de segurança com capital estrangeiro.
A restrição legal impede que a G4S contrate seguranças armados para fazer a guarda de uma empresa ou um evento, por exemplo. Assim, o grupo não poderá oferecer no Brasil a segurança total da Copa e da Olimpíada, no mesmo molde do serviço que fará em Londres.